Ola mamães e papais

Usarei esse espaço para complementar nossos encontros !

domingo, 4 de julho de 2010


Qual é o significado do choro do seu bebê?
O desespero e a angústia passam a conviver com voce a partir do momento  que  chega da maternidade e descobre que chorar é o que seu pequeno mais sabe fazer. As dúvidas aparecem: o que ele tem? O que eu faço? Por que não pára de chorar?
Os primeiros dias são difíceis, você e o seu bebê estão se conhecendo. Mas a convivência fará você descobrir que o bebê chora de diferentes jeitos, que cada choro tem o seu significado e qual a maneira de satisfazer suas necessidades.
A primeira forma de comunicação do bebê com o mundo é o choro. É a forma mais poderosa e eficaz de conseguir chamar a atenção dos outros para o que está sentindo. O bebê chora não somente porque está com fome ou dor, chora para demonstrar que algo o incomoda.
Decifrar o choro do bebê é um desafio que mistura intuição, conhecimento e muita percepção da mamãe. Tranqüilidade é essencial. Se a mãe ficar desesperada com o choro, o bebê sentirá isso e ficará mais tenso.
Muitas vezes uma atitude tranqüilizadora como pegá-lo no colo ou conversar acalmará o bebê que pode simplesmente querer sentir-se protegido e amado.
Tenha em mente que cada bebê reage de um jeito. Não é porque o filho da sua amiga chora de forma estridente quando está com fome que seu filho necessariamente chorará da mesma forma.
Quando o choro começar, a mamãe deve pensar em quais são as necessidades do seu bebê. Fome, cólica, estar sujo ou molhado, roupa desconfortável, sono, cansaço, frio ou calor e excesso de estímulo normalmente são as opções mais prováveis do choro.
Se todos os aspectos físicos foram verificados, desconforto emocional como falta de atenção e insegurança podem ser os motivos.
Existem dicas para traduzir os tipos de choro. Lembre-se: as crianças não são iguais, portanto, o choro varia de um para o outro.
Fome: gemidos semelhantes a um apelo que não cessam com carinhos somente quando estiver satisfeito.
Dor: grito agudo seguido de um pequeno intervalo.
Fralda suja ou roupa desconfortável: choro fraquinho e estridente.
Cólica: choro agudo e intenso, normalmente leva a criança a esticar e encolher as perninhas, tremer o queixo e fazer cara de dor.
Frio ou calor: é um choro copioso de desconforto.
Excesso de estímulo ou irritação: é um choro meloso que ocorre ao fim de um dia movimentado.
Sono: criança agitada e com choro nervoso.
Emocional: choro geralmente é acompanhado de soluços, como se o pequeno estivesse meio "engasgado" de raiva ou brabeza.
Elimine cada opção até chegar em uma que acalme seu bebê. Se o choro persistir, o bebê pode estar com febre ou com alguma dor. Não ofereça remédios sem orientação médica. Procure o pediatra do seu filho e com ele descubra o que o pequeno tem.


Fonte:Blog Guia do Bebe

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Afecções Dermatológicas Frequentes

Caracteristicas normais da pele do Recém- nascido (RN):

O RN ao nascer tem o corpo recoberto por vérnix-induto composto por agua ,sebo, restos cutâneos e estrogênio e tem função protetora da pele do bebe intrautero.Ao ser eliminado vê-se uma pele eritematosa (avermelhada) e substituído no segundo ou terceiro dia de vida por fina descamação que perdura ate a terceira semana.
A pele do RN é fina,suave , macia ,lisa e aveludada.
Todas as camadas da pele tem espessura diminuída .
Os cabelos são finos e apresentam uma fina penugem( lanugo) que recobre o corpo ,sendo mais visível no rostinho ,ombros e costas.
Há uma perda difusa de cabelo que se inicia nos primeiros dias e se completa até os 3 meses.
Os anexos cutâneos são imaturos, as glândulas sudoriparas são imaturas em forma e função ate os 5 meses.

Manifestacoes cutâneas consideradas normais:

Edema-Nas extremidades e genitais
Desidratação- por isso se da perda de ate 10% do peso ate o quarto dia de vida.A pele fica enrugada.
Acrocianose (roxinho nas extremidades)- mãos, lábios podem ficar levemente roxinhos durante o choro ,amamentação e ao resfriar.
Cutis marmorata-pele fica rendilhada quando a pele é resfriada e some com o aquecimento.
Ictericia : amarelinho da pele já descrito
Mancha Salmão, Sinal do bico da cegonha  ( hemangioma plano) - manchas rosas localizadas na região cervical,occipital (nuca),testa,pálpebras superiores e na região naso-labial.Desaparecem ate o final do primeiro ano de vida

Dermatoses transitórias:

Devido aos hormônios maternos- aumento das mamas e pigmentação na linha média da barriguinha , aréola e escroto.
Milium (cisto epidérmico)- pontinhos amarelados na fronte,narina e queixo.Podem persistir até o terceiro mês de vida.
Pérolas de Epstein- lesões amarelinhas no céu da boca ( palato)
Acne neonatal- frequentes no queixo e bochechas, mais frequentes em meninos.
Miliaria- brotoeja , devido a imaturidade das glândulas sudoriparas.
Mancha mongólica - manchas de 10cm ou mais cinza azuladas localizada no bumbum ,as vezes nos ombros e  nádegas.Desaparecem durante a  infância.Rara na raça branca e encontrado em 90% da raça negra ,índios e orientais.
Eritema tóxico- manchas vermelhas com centro branco que parece pus.Presente no tronco e nádegas, poupa palma das mãos e plantas dos pés.Não há necessidade de tratamento.
Melanose pustulosa transitória- vesículas com conteúdo purulento ,estéril , presente ao nascimento ,mais comum na raça negra e desaparece espontâneamente.Rompem-se em 24h e desaparecem em algumas semanas.
Bolhas de sucção- lábio, antebraço, polegar e indicador. Devido a sucção ,intrautero ,pelo feto.
Hemorragia subconjuntival- frequente no parto espontâneo
Mascara cianótica- rostinho fica cianótico (roxo) pela compressão ao nascer e pode durar uma semana.
Caput succedaneum- edema do couro cabeludo visto quando a cabeça fica muito tempo no canal de parto.
Cefaloematoma- hematoma abaixo do periósteo( camada mais superficial do osso) em consequência do parto .A maioria é reabsorvida nos primeiros meses,alguns calcificam e demoram mais tempo para desaparecer.Podem complicar com infecção local e /ou icterícia.

Fonte:Perinatologia Fundamentos e pratica:Segre, Conceição 2 edicao 2009

segunda-feira, 14 de junho de 2010


“Nós somos culpados de muitos erros e muitas 
faltas, mas o nosso pior crime é o de abandonar as 
crianças, negligenciando a fonte de vida. 
Muitas coisas que necessitamos podem esperar. 
A criança não pode. 
É justamente agora que seus ossos estão 
se formando, seu sangue está sendo feito e seus 
sentidos estão se desenvolvendo. 
Para elas não podemos responder “Amanhã” 
Seu nome é “Hoje”. 

Gabriela Mistral

Estocando o leite humano !



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dica de literatura medica para pais


Filhos - da gravidez aos 2 anos de idade.            

Autor: Sociedade Brasileira de Pediatria.  
Organizadores: Dioclécio Campos Júnior e Fabio Ancona Lopez.
Manole, 2009, 376 págs.


Um livro que vale a pena adquirir para quem esta no primeiro bebe.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Suplementação de ferro e de vitaminas




Ferro

A amamentação exclusiva supre as necessidades de ferro nos primeiros 6 meses de vida em crianças nascidas a termo, com bom peso e com mães não deficientes em ferro, graças às suas reservas desse micronutriente. A partir dos 6 meses, no entanto, as reservas hepáticas se esgotam, e as necessidades de ferro precisam ser supridas através dos alimentos complementares. É importante salientar que as crianças prematuras menores de 34 semanas de gestacao devem receber suplementação com ferro desde o primeiro mes de vida.
A OMS, juntamente com o UNICEF, recomenda suplementação com sulfato ferroso na dose de 12,5 mg de ferro por dia para crianças de 6 a 24 meses que não têm acesso a alimentos enriquecidos com ferro. 
O Departamento Científico de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que, profilaticamente, seja dado ao recém-nascido a termo e com peso adequado para a idade gestacional, dos 6 aos 24 meses de vida, 1 mg/kg/dia de ferro elementar, ou dose semanal de 45 mg, exceto para as crianças recebendo fórmulas infantis fortificadas com ferro. Para os prematuros e recém-nascidos de baixo peso, a recomendação é dar, a partir do 30º dia, 2 mg/kg/dia durante 2 meses. Após esse período, a recomendação é a mesma que para os recém-nascidos normais94.


Vitaminas

Em geral, a criança amamentada exclusivamente por uma mãe que não tem carência vitamínica não necessita de suplementação com vitaminas, com exceção da vitamina K (que é administrada de rotina nas maternidades logo apos o parto - Kanakion). No entanto, em algumas situações, faz-se necessária a suplementação de algumas vitaminas específicas.

Vitamina A
No Brasil, o MS distribui megadoses de vitamina A nas áreas de alta prevalência de deficiência de vitamina A (Região Nordeste e Vale do Jequitinhonha), que são registradas no Cartão da Criança. A vitamina A é fornecida sob a forma de cápsulas de 100.000 UI ( para crianças de 6 a 11 meses de idade) e de 200.000 UI (para crianças de 12 a 59 meses), que são administradas a intervalos de 4 a 6 meses durante as campanhas de imunização ou na rotina dos serviços de saúde e agentes comunitários de saúde. Em crianças amamentadas, a oferta de vitamina A pode ser aumentada por intermédio da suplementação à mãe.
As recomendações do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria são semelhantes às do MS.

Vitamina D
Organizações internacionais como o UNICEF reconhecem que a suplementação de vitamina D (200 a 400 UI/dia) é necessária quando a exposição à luz solar é inadequada e que alguns bebês têm um risco mais alto de deficiência de vitamina D que outros. Entre os fatores de risco para deficiência de vitamina D encontram-se: deficiência materna de vitamina D durante a gravidez, confinamento durante as horas de luz diurna, viver em altas latitudes, viver em áreas urbanas com prédios e/ou poluição que bloqueiam a luz solar, pigmentação cutânea escura, uso de protetor solar, variações sazonais, cobrir muito ou todo o corpo quando em ambiente externo e substituição do leite materno por alimentos pobres em cálcio ou alimentos que reduzem a absorção de cálcio.
A Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças americanas consumam no mínimo 200 UI de vitamina D por dia, sendo que crianças amamentadas devem receber suplementação medicamentosa. Essa recomendação é controvertida e tem custo proibitivo para países em desenvolvimento.
Não há recomendação pela Sociedade  Brasileira de Pediatria para reposição habitual de vitamina D