Ola mamães e papais

Usarei esse espaço para complementar nossos encontros !

segunda-feira, 14 de junho de 2010


“Nós somos culpados de muitos erros e muitas 
faltas, mas o nosso pior crime é o de abandonar as 
crianças, negligenciando a fonte de vida. 
Muitas coisas que necessitamos podem esperar. 
A criança não pode. 
É justamente agora que seus ossos estão 
se formando, seu sangue está sendo feito e seus 
sentidos estão se desenvolvendo. 
Para elas não podemos responder “Amanhã” 
Seu nome é “Hoje”. 

Gabriela Mistral

Estocando o leite humano !



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dica de literatura medica para pais


Filhos - da gravidez aos 2 anos de idade.            

Autor: Sociedade Brasileira de Pediatria.  
Organizadores: Dioclécio Campos Júnior e Fabio Ancona Lopez.
Manole, 2009, 376 págs.


Um livro que vale a pena adquirir para quem esta no primeiro bebe.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Suplementação de ferro e de vitaminas




Ferro

A amamentação exclusiva supre as necessidades de ferro nos primeiros 6 meses de vida em crianças nascidas a termo, com bom peso e com mães não deficientes em ferro, graças às suas reservas desse micronutriente. A partir dos 6 meses, no entanto, as reservas hepáticas se esgotam, e as necessidades de ferro precisam ser supridas através dos alimentos complementares. É importante salientar que as crianças prematuras menores de 34 semanas de gestacao devem receber suplementação com ferro desde o primeiro mes de vida.
A OMS, juntamente com o UNICEF, recomenda suplementação com sulfato ferroso na dose de 12,5 mg de ferro por dia para crianças de 6 a 24 meses que não têm acesso a alimentos enriquecidos com ferro. 
O Departamento Científico de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que, profilaticamente, seja dado ao recém-nascido a termo e com peso adequado para a idade gestacional, dos 6 aos 24 meses de vida, 1 mg/kg/dia de ferro elementar, ou dose semanal de 45 mg, exceto para as crianças recebendo fórmulas infantis fortificadas com ferro. Para os prematuros e recém-nascidos de baixo peso, a recomendação é dar, a partir do 30º dia, 2 mg/kg/dia durante 2 meses. Após esse período, a recomendação é a mesma que para os recém-nascidos normais94.


Vitaminas

Em geral, a criança amamentada exclusivamente por uma mãe que não tem carência vitamínica não necessita de suplementação com vitaminas, com exceção da vitamina K (que é administrada de rotina nas maternidades logo apos o parto - Kanakion). No entanto, em algumas situações, faz-se necessária a suplementação de algumas vitaminas específicas.

Vitamina A
No Brasil, o MS distribui megadoses de vitamina A nas áreas de alta prevalência de deficiência de vitamina A (Região Nordeste e Vale do Jequitinhonha), que são registradas no Cartão da Criança. A vitamina A é fornecida sob a forma de cápsulas de 100.000 UI ( para crianças de 6 a 11 meses de idade) e de 200.000 UI (para crianças de 12 a 59 meses), que são administradas a intervalos de 4 a 6 meses durante as campanhas de imunização ou na rotina dos serviços de saúde e agentes comunitários de saúde. Em crianças amamentadas, a oferta de vitamina A pode ser aumentada por intermédio da suplementação à mãe.
As recomendações do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria são semelhantes às do MS.

Vitamina D
Organizações internacionais como o UNICEF reconhecem que a suplementação de vitamina D (200 a 400 UI/dia) é necessária quando a exposição à luz solar é inadequada e que alguns bebês têm um risco mais alto de deficiência de vitamina D que outros. Entre os fatores de risco para deficiência de vitamina D encontram-se: deficiência materna de vitamina D durante a gravidez, confinamento durante as horas de luz diurna, viver em altas latitudes, viver em áreas urbanas com prédios e/ou poluição que bloqueiam a luz solar, pigmentação cutânea escura, uso de protetor solar, variações sazonais, cobrir muito ou todo o corpo quando em ambiente externo e substituição do leite materno por alimentos pobres em cálcio ou alimentos que reduzem a absorção de cálcio.
A Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças americanas consumam no mínimo 200 UI de vitamina D por dia, sendo que crianças amamentadas devem receber suplementação medicamentosa. Essa recomendação é controvertida e tem custo proibitivo para países em desenvolvimento.
Não há recomendação pela Sociedade  Brasileira de Pediatria para reposição habitual de vitamina D

domingo, 6 de junho de 2010

Desenvolvimento visual



ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO VISUAL

Ao nascimento=

. fixação visual presente.
. Segue objetos deslocados vagarosamente na horizontal.
. Acuidade visual e de 0,03 e acomodação imperfeita.
. Discerne objetos de alto contraste.
. Rosto humano: percebe os olhos e a boca a 30 cm de distancia (3/4 dos RNs acompanham a face do examinador).

1 MÊS 
=

. alinhamento ocular estável
. reação pupilar a luz bem desenvolvida
. preferência por grandes contrastes, figuras pretas e brancas e geométricas simples.

2 MESES
 =

. fixação bem desenvolvida
. Acompanha objeto na vertical
. Pisca em resposta a ameaças visuais
. Faz vários pequenos movimentos com os olhos, em direção a periferia até o objeto se fixar.

3 MESES
 =

. Acomodação e convergência semelhantes ao adulto.
. Acuidade visual e de 0,1.
. Campo Visual de 60 graus.
. Olha para as mãos

6 MESES 
=

. Acuidade visual próxima aos valores do adulto.
. Movimentos oculares são mais rápidos e precisos sendo acompanhados por deslocamento de cabeça.
. Percebe pequenos objetos num raio de 1 a 1,5m de distancia.
. Interessa-se por formas cada vez mais complexas.
. Campo visual de 180 graus.


FATORES DE RISCO PARA PROBLEMAS VISUAIS História Perinatal: Toxemia gravídica, infeção congênita confirmada ou suspeita, diabetes materno, uso de anti-histaminicos no final da gestação, agentes teratogênicos (alcoolismo, uso crônico de difenil-hidantoína, irradiação abdominal), prematuridade, recem nascido pequeno para idade gestacional, parto traumático.


História Familiar: Erros de refração (pais ou famílias que usam óculos de grau médio ou forte), retinoblastoma, cegueira familiar, estrabismo, catarata, glaucoma, consangüinidade.


História da doença atual: Patologias neurológicas (hidrocefalia, cranioestenose, paralisia cerebral, espinha bífida, deficiência mental), síndromes cromossômicas, erros inatos do metabolismo, uso crônico de corticóide, suspeita dos pais de comportamento visual anormal. 


Fonte:manual de follow up do Recem Nascido da sociedade de pediatria

sábado, 5 de junho de 2010

Desnvolvimento da linguagem

9 - 15
meses Diz "mama" ou "papa" ou outra palavra

9 - 18
meses Imita palavras como: "nenem", "bala", "mais" e "caiu".

13 -14
meses Tenta cantar melodias simples como "Parabéns pra você"

10 - 23
meses Fala 2 palavras de uma só vez. Usa gestos significativos como "apontar o que deseja"

15 -16
meses Compreende perguntas simples. Aponta para seu próprio nariz, olho, boca, ou outra parte do corpo requisitada. Vocaliza bastante e imita muita coisa. Vocabulário ente 5 e 10 palavras. Usa frases de 2 palavras ou frases curtas. Usa jargão
expressivo. Fala de 4 a 7 palavras com perfeita pronuncia.

13 - 27
meses Nomeia objetos quando presentes como: "bola", "copo", "carro", etc.

14 - 26
meses Responde a ordens para ações simples como: "coloque a boneca em cima da mesa", "da leite pro nenen", limpa o nariz do nenen", etc...

14 - 27
meses Usa palavras para expressar seus desejos.

17 - 18
meses Fala 10 palavras com perfeita pronuncia. Pede objetos nomeando-os: "água", "papa"...

15 - 26
meses Aponta partes do corpo de uma boneca como: "mão", "boca" e olhos, quando requisitado.

14 - 27
meses Nomeia figuras de objetos como: "sapato", "carro", "bola", "casa".

16 - 28
meses Aponta 2 figuras de objetos como: "casa", "sapato", "copo", "bola", "bolsa", "livro", quando requisitado.

16 - 20
meses Combina 2 palavras (nome + adjetivo/advérbio; nome próprio + item do seu vocab. léxico) como: "cadeira aqui", "abre isso", "eu quero", "papai casa", "bebe água".

16 - 30
meses Nomeia 2 figuras de objetos em uma serie de figuras como "sapato", "nenen", "banana".

17 - 30
meses Aponta 5 figuras de objetos como "copo", "cadeira", "mesa", "casa", "sapato", "lápis" quando requisitado.

21 - 22
meses Descreve imediatamente suas experiências. Combina 3 palavras para descrever idéias ou eventos como: "papai sai trabalhar"

17 - 30
meses Nomeia 3 figuras de objetos como: "sapato", "carro", "bóia", "nenen", "banana"

16 - 30
meses Faz discriminação entre 2 ordens pedidas como: "me da o copo" e "me da o prato"

17 - 30
meses Nomeia 3 objetos da mesma classe como: "meias, sapatos, calca, camiseta".

23 - 24
meses Responde a simples pedidos de ações como: "me mostre o cachorro", "pegue o boné", "me da o copo do papai". Aponta partes do corpo como o "nariz da boneca, olhos e orelha". Responde a perguntas de seu cotidiano como: "qual é o seu nome? " Rejeita (inutiliza) os jargões. Diminui os sons vocálicos e ecolalia. Refere-se a si mesma pelo seu próprio nome. Produz frases de 2 a 4 palavras.

22 - 30
meses Compreende 2 preposições como: "dentro" e "em cima".

* "Language Assessment & Intervention for the Leaming Disabled" (Wlig & Semel, 1980)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dengue

A dengue é uma doença infecciosa provocada por um vírus, sendo reconhecidos 04 sorotipos (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4) transmitidos pela picada do mosquito (Aedes aegypti) – o principal vetor. Apresenta uma grande variedade na apresentacao clínica, que vai desde formas assintomáticas, leves ou de moderada intensidade, até quadros mais severos, que podem evoluir para o óbito. Atualmente, foram identificados no Brasil os sorotipos 1, 2 e 3, que podem circular simultaneamente, o que poderia justificar a ocorrência de quadros mais graves.

A forma clínica clássica é mais encontrada no adulto, que se apresenta com febre de início súbito com duração entre 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça (cefaléia) e ocular (retroorbitária), dor no corpo e nas articulações (mialgia e artralgia), manchas na pele (exantema), prostação e anorexia. Nas crianças, os sintomas podem ser mais leves principalmente nas mais jovens (lactentes), se manifestando como uma síndrome febril inespecífica, com sinais e sintomas inespecíficos. A evolução para as formas mais severas pode ocorrer já na primeira infecção, entre o 3º e 4º dia de doença, na defervescência da febre e se caracteriza por sinais e sintomas que traduzem o extravasamento de líquido (plasma) e que precedem os fenômenos hemorrágicos espontâneos ou induzidos, culminando com os sinais de insuficiência circulatória que podem existir na febre hemorrágica da dengue.

“sinais de alarme”

A doença é passível de uma evolução favorável, sempre que houver o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas de alarme (dor abdominal intensa e contínua; vômitos freqüentes e abundantes; queda brusca da temperatura - hipotermia, lipotímia -; irritabilidade, sonolência ou ambos), que indicam a tendência para as formas mais graves e o manejo clínico adequado, visando principalmente evitar os óbitos.

Segundo especialistas, as crianças são mais suscetíveis porque não tiveram contato com o vírus...

A proteção parcial conferida pelos anticorpos maternos atenua na criança as manifestações clínicas produzidas pela doença. Vale ressaltar que esta proteção perdura até os dois anos de idade, coincidindo com a queda progressiva dos anticorpos maternos. A par disso, o Brasil vem experimentando epidemias sucessivas e com a disseminação do Aedes aegypti em todo o território brasileiro, registra-se o maior acometimento de indivíduos em idade adulta. Portanto, no momento, as crianças são as mais suscetíveis à doença e também às formas graves.

A dengue na criança merece uma atenção especial por se expressar clinicamente, na maioria dos casos, como uma síndrome febril com sinais e sintomas inespecíficos (apatia, sonolência, recusa alimentar, irritabilidade, sintomas gastrointestinais, exantema), que podem ser confundidos com outros quadros infecciosos febris típicos da faixa etária pediátrica (infecção urinária, gripe, malária, doenças exantemáticas virais, dentre outras). O início da doença pode não ser reconhecido e os sinais de gravidade podem ser identificados como as primeiras manifestações clínicas. Portanto, diante de uma criança com doença febril aguda é importante:
1. definir se é caso suspeito de dengue;
2. aferir a pressão arterial (duas posições);
3. realizar prova do laço;
4. incentivar a oferta de líquidos;
5. enfatizar sobre os sinais de alarme;
6. orientar sobre os sintomáticos permitidos;
5. notificar à Vigilância epidemiológica.

Fonte:Jornal de Pediatria da SBP