Tendo em vista o pânico instalado pela "superbactéria"do momento, resolvi escrever algo de forma bem simples para ajudar a esclarecer um pouco a situação.
Em primeiro lugar o estreptococo é uma bactéria tão antiga que os primeiros relatos de sua existência datam de 1874. Em 1933,Rebecca Lancefield deu a essa bactéria nome e sobrenome,trata-se de uma bactéria de família grande e ela classificou em grupos.Esses grupos são chamados de Lancefield.
O Steptococcus Pyogenes pertence ao grupo A de Lancefield, habita normalmente a pele e faringe dos sees humanos e é o agente causador de faringites,otite média,pneumonia,sinusite,piodermite (impetigo),celulite,escaratina,erisipela,endometrite,septicemia e ainda pode apresentar complicações não infecciosas como a febre reumática e a Glomerulonefrite.
Essa bactéria é um dos principais patógenos identificados em crianças.Ela também pode ser encontrada em animais domésticos.
Ela pode estar na orofaringe de qualquer um de nós e não provocar doença,é o que chamamos de "portador assintomático".
Para fazer infecção na pele é preciso ter uma "porta de entrada"ou seja, alguma lesão em pele pela qaul a bactéria penetra e se instala.
A infecção em vias aéreas é transmitida por gotículas de saliva e mãos contaminadas com secreção das narinas
Por quais doenças o Streptococcus pyogenes é responsável?
1) Amigdalite : pode iniciar a doença de 12h a 4 dias após o contato com um doente.Cursa com febre alta,dor de cabeça,vomitos,dor abdominal e ao exame ,placas de us na garganta.
2) Escarlatina: os mesmos sintomas da amigdalite mas apresenta também placas vermelhas pelo corpo e a pele fica parecendo uma lixa.
3) Impetigo : Doença de pele comum em crianças menores. Pequenas "bolinhas "de pus que quando rompem deixam uma camada amarelada de aspecto brilhante.
4) Ectima: É mais fácil explica-lo como sendo um grande furúnculo.
5) Erisipela :Doença frequente em idosos pois acomete pessoas com dificuldade em retorno venoso (varizes) e em diabéticos. Extremamente dolorosa. Cursa com febre alta. "Os antigos" chamam de "cobreiro"
6) Artrite : pode se dar por disseminação da infecção em pele ou via aérea.
7) Síndrome do Choque Tóxico : os óbitos que ocorreram na cidade foram consequências desta forma de acometimento da bactéria.
Não é necessário ter uma amigdalite para a bactéria se tornar invasiva mas sempre haverá a bactéria na orofaringe deste doente pois é o reservatório.
É mais comum em crianças com fatores debiliantes como neoplasias, diabetes, portadores de HIV ,mas pode acometer crianças higidas.
Há relatos ,não comprovados, que o uso de antiinflamatórios não esteróides poderiam favorecer a forma invasiva.
A DOENÇA NÃO COMEÇA E TUDO ACONTECE EM 12H. O que acontece é que, quando a bactéria consegue invadir a corrente sanguinea e se espalhar pelo corpo da criança sua capacidade de destruição é tão grande que os orgãos entram em falencia em poucas horas.
O Steptococcus Pyogenes está longe de ser uma superbactéria. Ele morre com uma Benzetacil, que é a penicilina, antibiótico mais antigo conhecido.
As culturas das crianças que foram a óbito nos 2 últimos meses mostravam sensibilidade `a Penicilina ,e a criança que está internada no Santa Lúcia com artrite ( minha paciente) também é sensivel `a penicilina.
A preocupação da secretaria de saude e dos demais orgãos da saúde é com a possibilidade de estar circulando uma cepa com alguma mutação e que seja mais virulenta ( maior capacidade de invadir).
Isso ainda não foi confirmado.Os casos ocorridos podem, infelizmente, tratar-se apenas de fatal coincidencia.
O alerta se deu porque, no caso da forma invasiva, o tempo para o diagnóstico e tratamento é fundamental para que não ocorram mortes.
Ola mamães e papais
Usarei esse espaço para complementar nossos encontros !
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Entrevista ao Correio Braziliense
Anticorpo feito em laboratório "defende" pulmões de prematuros
Publicação: 20/05/2011 08:44 Atualização:
Uma revisão recente na literatura médica, feita por um grupo de especialistas reunidos na Associação Americana de Pediatria (AAP), reafirma a eficácia de uma droga clonada em laboratório que pode salvar vidas de bebês prematuros e de crianças consideradas de alto risco nascidas de partos normais, com até 2 anos. O primeiro grande estudo com o palivizumabe — um anticorpo monoclonal humanizado, obtido em laboratório com uma técnica de rearranjo do DNA — tem mais de uma década e foi produzido por cientistas do Reino Unido, do Canadá e dos Estados Unidos. Referendadas por vários países, inclusive o Brasil, por meio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as análises mostram que o medicamento reduz o índice de internação de lactentes de gestação normal e prematura afetados por doenças respiratórias numa faixa de 55% a 70%.
A releitura dos dados sobre a droga pela AAP coincide com o período de maior risco de contaminação de bebês pelo vírus sincicial respiratório (VSR) no Brasil, que envolve os meses de abril a agosto ou de maio a setembro. “O vírus afeta crianças prematuras, principalmente aquelas com fibrose cística. Não existe tratamento específico para o vírus, então a solução foi fornecer ao organismo, como profilaxia, um anticorpo produzido em laboratório, que é específico para o VSR”, explica o imunologista Roque Almeida, da Sociedade Brasileira de Imunologia. Quando fala em cuidados profiláticos, no sentido de proteger os pulmões dos prematuros e de crianças com até 2 anos, Roque Almeida se refere ao poder do palivizumabe de prevenir o ataque do VSR aos brônquios e pulmões.
O uso do medicamento, no entanto, pelo menos no Brasil, depende da iniciativa de algumas secretarias estaduais de Saúde (leia abaixo), como as de São Paulo e do Rio de Janeiro, entre outras, que baixaram normas técnicas e resoluções abrindo o acesso aos pais que apresentem pedidos bem fundamentados por médicos. Cada caso, porém, é rigidamente acompanhado. Isso explica, em parte, a dificuldade de se localizar o anticorpo, sobretudo por ser essa uma droga cara (custa cerca de R$ 5 mil cada unidade) e muito pouco conhecida, mesmo entre os médicos.
A pediatra Miza Vidigal, que trabalha em unidades de terapia intensiva neonatal de hospitais públicos e privados de Brasília, explica que o bebê deve receber cinco doses de abril a agosto para assegurar a imunização. “Como não se trata de uma vacina, mas de um anticorpo monoclonal, é preciso repetir a dose por cinco meses e os custos são muito altos”, diz. Nesse caso, a substância age como uma espécie de soro. “Uma só etapa do tratamento não sai por menos de R$ 30 mil, porque, no próximo ciclo do VSR, as doses devem ser ministradas outra vez.”
Raro e poderoso
Miza é uma das poucas especialistas de Brasília a prescrever o uso do palivizumabe. A pediatra lamenta que, apesar da recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria de se criar um programa — em nível nacional — para assegurar a administração de todas as doses necessárias durante o período de sazonalidade do VSR, poucas unidades da Federação sigam a orientação. “O ideal era que os bebês atendidos fossem acompanhados por meio de um protocolo específico”, observa. “Distribuir o medicamento sai muito mais barato para o Estado do que manter a criança numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).”
Em Brasília, a assessoria da Secretaria de Saúde confirmou que os hospitais da rede pública ainda não fornecem a droga. Se a situação fosse outra, os pais da menina Lara Barros Barbosa, 6 meses, estariam menos aflitos. Lara é prematura, embora hoje esteja “muito bem”, nas palavras de Miza Vidigal, que a acompanha desde a UTI. A menina nasceu com 26 semanas, pesando 1,125kg; e o seu irmão gêmeo, Davi, com 1,135kg. “Eles foram direto para a incubadora. Davi não resistiu, mas Lara, sim, depois de ficar 76 dias na UTI”, lembra Michelle Simonela Barros Barbosa, a mãe de Lara.
“Bebês prematuros não produzem anticorpos e não podem se defender do vírus sincicial respiratório (VSR). Além do mais, eles não têm os pulmões completamente formados e por isso evitamos sobrecarregá-los”, explica a médica. Pensando em assegurar ainda mais a proteção de Lara contra o VSR, Miza prescreveu o palivizumabe em março deste ano, mas até agora a família aguarda aprovação de um processo na Justiça para obter o medicamento. Na mesma situação está a família de Ana Cristina Pereira Marcos, mãe de Alice, 9 meses. “Ela teve gripe e agora está com pneumonia”, disse a mãe, preocupada, por telefone. A aflição dos pais aumenta a cada dia do mês que passa, exatamente quando o VSR ataca maior número de crianças — devido à estação seca e fria.
A lesão e as doenças que ocorrem nas crianças com displasia broncopulmonar deixam a criança com dificuldade para respirar, respiração acelerada e dependência de oxigênio, além de chiado no peito e tosse. “Todos esses sintomas tendem a melhorar com o passar do tempo e com o crescimento pulmonar normal, desde que a criança receba tratamento adequado. Mas só a partir dos 2 anos a criança cria anticorpos. O que pretendemos, em resumo, com essa preocupação, é evitar que prematuros continuem morrendo nos leitos de UTIs”, afirma Miza.
“No caso do palivizumabe, ele é importante para evitar que o VSR ataque os brônquios e os pulmões dos prematuros”, reafirma Roque Almeida. Os estudos de revisão do palivizumabe tomaram como base recomendações da AAP, publicadas originalmente em 1999 e atualizadas em 2003 e em 2007. Outras investigações sobre a utilização do anticorpo em lactentes prematuros de risco mostram que a droga reduziu a incidência de hospitalização relacionada ao VSR em 55% na Espanha e no Reino Unido. No Brasil, essa taxa chega a 70%.
Dosagem
O palivizumabe deve ser administrado de forma intramuscular, 15 mg/kg/dia, a cada 30 dias, iniciando antes do começo da sazonalidade do vírus sincicial respiratório, que, no Brasil, ocorre de abril a agosto e, em algumas regiões, de maio a setembro. Com relação ao caso de Lara, ela ficou mais tempo exposta ao vírus. A pediatra conta que ela precisou fazer ventilação mecânica, com oxigênio prolongado, teve doenças pulmonares típicas de prematuros, como a displasia broncopulmonar, e por conta disso qualquer quadro viral é grave. “Todos os prematuros estão sujeitos ao VSR, mas o caso de Lara é especial. Ela passou por mais de 30 transfusões, teve duas hemorragias e precisa de todos os cuidados possíveis”, justifica a pediatra.
Pelas contas dos pais da garota, Michelle e Frederico Barbosa, a filha passou 76 dias na UTI e 26 no quarto. Ela está em casa há três meses, mas o susto, em parte, já passou. A mãe lembra que, do casal de gêmeos, a menina era a mais frágil, enquanto o menino, Davi, prometia resistir. “Uma semana depois que nasceram, em 2 de novembro, recebemos uma ligação do hospital, pensamos que a notícia fosse sobre a Lara, mas os médicos disseram que havia acontecido com Davi”, conta Michelle.
Combate cerrado
O anticorpo palivizumabe pode ser usado com a administração de outras vacinas. Pacientes com doença pulmonar grave podem se beneficiar com palivizumabe durante a segunda sazonalidade do vírus, se persistirem com doença pulmonar e/ou cardíaca. Há vários estudos na literatura mostrando sua eficácia na prevenção da infecção pelo vírus. Anticorpos monoclonais, em geral, são caros, porque envolvem alta tecnologia, anos de investimentos em pesquisas, produção controlada de cada lote e pouco uso.
A releitura dos dados sobre a droga pela AAP coincide com o período de maior risco de contaminação de bebês pelo vírus sincicial respiratório (VSR) no Brasil, que envolve os meses de abril a agosto ou de maio a setembro. “O vírus afeta crianças prematuras, principalmente aquelas com fibrose cística. Não existe tratamento específico para o vírus, então a solução foi fornecer ao organismo, como profilaxia, um anticorpo produzido em laboratório, que é específico para o VSR”, explica o imunologista Roque Almeida, da Sociedade Brasileira de Imunologia. Quando fala em cuidados profiláticos, no sentido de proteger os pulmões dos prematuros e de crianças com até 2 anos, Roque Almeida se refere ao poder do palivizumabe de prevenir o ataque do VSR aos brônquios e pulmões.
O uso do medicamento, no entanto, pelo menos no Brasil, depende da iniciativa de algumas secretarias estaduais de Saúde (leia abaixo), como as de São Paulo e do Rio de Janeiro, entre outras, que baixaram normas técnicas e resoluções abrindo o acesso aos pais que apresentem pedidos bem fundamentados por médicos. Cada caso, porém, é rigidamente acompanhado. Isso explica, em parte, a dificuldade de se localizar o anticorpo, sobretudo por ser essa uma droga cara (custa cerca de R$ 5 mil cada unidade) e muito pouco conhecida, mesmo entre os médicos.
A pediatra Miza Vidigal, que trabalha em unidades de terapia intensiva neonatal de hospitais públicos e privados de Brasília, explica que o bebê deve receber cinco doses de abril a agosto para assegurar a imunização. “Como não se trata de uma vacina, mas de um anticorpo monoclonal, é preciso repetir a dose por cinco meses e os custos são muito altos”, diz. Nesse caso, a substância age como uma espécie de soro. “Uma só etapa do tratamento não sai por menos de R$ 30 mil, porque, no próximo ciclo do VSR, as doses devem ser ministradas outra vez.”
Raro e poderoso
Miza é uma das poucas especialistas de Brasília a prescrever o uso do palivizumabe. A pediatra lamenta que, apesar da recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria de se criar um programa — em nível nacional — para assegurar a administração de todas as doses necessárias durante o período de sazonalidade do VSR, poucas unidades da Federação sigam a orientação. “O ideal era que os bebês atendidos fossem acompanhados por meio de um protocolo específico”, observa. “Distribuir o medicamento sai muito mais barato para o Estado do que manter a criança numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).”
Em Brasília, a assessoria da Secretaria de Saúde confirmou que os hospitais da rede pública ainda não fornecem a droga. Se a situação fosse outra, os pais da menina Lara Barros Barbosa, 6 meses, estariam menos aflitos. Lara é prematura, embora hoje esteja “muito bem”, nas palavras de Miza Vidigal, que a acompanha desde a UTI. A menina nasceu com 26 semanas, pesando 1,125kg; e o seu irmão gêmeo, Davi, com 1,135kg. “Eles foram direto para a incubadora. Davi não resistiu, mas Lara, sim, depois de ficar 76 dias na UTI”, lembra Michelle Simonela Barros Barbosa, a mãe de Lara.
“Bebês prematuros não produzem anticorpos e não podem se defender do vírus sincicial respiratório (VSR). Além do mais, eles não têm os pulmões completamente formados e por isso evitamos sobrecarregá-los”, explica a médica. Pensando em assegurar ainda mais a proteção de Lara contra o VSR, Miza prescreveu o palivizumabe em março deste ano, mas até agora a família aguarda aprovação de um processo na Justiça para obter o medicamento. Na mesma situação está a família de Ana Cristina Pereira Marcos, mãe de Alice, 9 meses. “Ela teve gripe e agora está com pneumonia”, disse a mãe, preocupada, por telefone. A aflição dos pais aumenta a cada dia do mês que passa, exatamente quando o VSR ataca maior número de crianças — devido à estação seca e fria.
A lesão e as doenças que ocorrem nas crianças com displasia broncopulmonar deixam a criança com dificuldade para respirar, respiração acelerada e dependência de oxigênio, além de chiado no peito e tosse. “Todos esses sintomas tendem a melhorar com o passar do tempo e com o crescimento pulmonar normal, desde que a criança receba tratamento adequado. Mas só a partir dos 2 anos a criança cria anticorpos. O que pretendemos, em resumo, com essa preocupação, é evitar que prematuros continuem morrendo nos leitos de UTIs”, afirma Miza.
“No caso do palivizumabe, ele é importante para evitar que o VSR ataque os brônquios e os pulmões dos prematuros”, reafirma Roque Almeida. Os estudos de revisão do palivizumabe tomaram como base recomendações da AAP, publicadas originalmente em 1999 e atualizadas em 2003 e em 2007. Outras investigações sobre a utilização do anticorpo em lactentes prematuros de risco mostram que a droga reduziu a incidência de hospitalização relacionada ao VSR em 55% na Espanha e no Reino Unido. No Brasil, essa taxa chega a 70%.
Dosagem
O palivizumabe deve ser administrado de forma intramuscular, 15 mg/kg/dia, a cada 30 dias, iniciando antes do começo da sazonalidade do vírus sincicial respiratório, que, no Brasil, ocorre de abril a agosto e, em algumas regiões, de maio a setembro. Com relação ao caso de Lara, ela ficou mais tempo exposta ao vírus. A pediatra conta que ela precisou fazer ventilação mecânica, com oxigênio prolongado, teve doenças pulmonares típicas de prematuros, como a displasia broncopulmonar, e por conta disso qualquer quadro viral é grave. “Todos os prematuros estão sujeitos ao VSR, mas o caso de Lara é especial. Ela passou por mais de 30 transfusões, teve duas hemorragias e precisa de todos os cuidados possíveis”, justifica a pediatra.
Pelas contas dos pais da garota, Michelle e Frederico Barbosa, a filha passou 76 dias na UTI e 26 no quarto. Ela está em casa há três meses, mas o susto, em parte, já passou. A mãe lembra que, do casal de gêmeos, a menina era a mais frágil, enquanto o menino, Davi, prometia resistir. “Uma semana depois que nasceram, em 2 de novembro, recebemos uma ligação do hospital, pensamos que a notícia fosse sobre a Lara, mas os médicos disseram que havia acontecido com Davi”, conta Michelle.
Combate cerrado
O anticorpo palivizumabe pode ser usado com a administração de outras vacinas. Pacientes com doença pulmonar grave podem se beneficiar com palivizumabe durante a segunda sazonalidade do vírus, se persistirem com doença pulmonar e/ou cardíaca. Há vários estudos na literatura mostrando sua eficácia na prevenção da infecção pelo vírus. Anticorpos monoclonais, em geral, são caros, porque envolvem alta tecnologia, anos de investimentos em pesquisas, produção controlada de cada lote e pouco uso.
domingo, 8 de maio de 2011
Vacinação do Prematuro
A sobrevida de bebês prematuros com idade gestacional abaixo de 28 semanas tem sido cada vez maior. A hospitalização prolongada destes bebês, que às vezes permanecem hospitalizados por três meses ou mais, não deve ser um fator limitante para o início da vacinação. Os prematuros devem receber suas vacinas segundo a sua idade cronológica.E o momento adequado para iniciar a vacinação é quando eles se apresentam em fase de ganho de peso, sem apresentar distúrbios agudos ou patologias graves.
Bebês prematuros apresentam algumas particularidades em relação à sua suscetibilidade a algumas doenças e inadequada resposta a algumas vacinas. Há que se considerar a aplicação de alguns imunizantes especiais nesses pacientes e um calendário personalizado deve ser utilizado.
Uma importante medida de prevenção é vacinar todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e cuidadores com a vacina para influenza e com uma dose de reforço da vacina tríplice acelular do tipo adulto ,a fim de evitar a transmissão da influenza e da coqueluche ao recém nascido.
Uma importante medida de prevenção é vacinar todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e cuidadores com a vacina para influenza e com uma dose de reforço da vacina tríplice acelular do tipo adulto ,a fim de evitar a transmissão da influenza e da coqueluche ao recém nascido.
Outra estratégia importante, mas pouco lembrada e praticada, é a imunização da gestante contra influenza, pois protege o bebê nos primeiros seis meses de vida, época que ele ainda não pode receber a vacina.
Essas vacinas, quase todas, estão disponíveis nos centros de referência de imunobiológicos especiais (CRIE).
Recomendações da Associação Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2010
VACINAS RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS ESPECIAIS
Vacina BCG ID
Deverá ser aplicada na maternidade, em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2000 g. (Poucos estudos mostram eventual diminuição da resposta imune ao BCG em menores de 2000g)
Vacina Hepatite B (recombinante):
Aplicar a primeira dose (dose 0) na maternidade e,posteriormente, as outras duas doses (esquema 0-1-6 meses).
Nos recém-nascidos com menos de 33 semanas de gestação e/ou com menos de 2.000 g de peso ao nascimento,por apresentarem menor resposta à vacina, usar o esquema com quatro doses (esquema 0-1-2-7 meses)
Palivizumabe:
Durante o período de circulação do vírus sincicial respiratório em nosso país (março a setembro).
É um anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório (VSR). É indicado para prematuros com idade gestacional menor de 28 semanas com até um ano de idade, e para bebês com displasia broncopulmonar e cardiopatas em tratamento clínico nos últimos seis meses com até dois anos de idade. É recomendado para os demais prematuros até o sexto mês de vida, especialmente para aqueles com idade gestacional de 29 a 32semanas, ou maiores de 32 semanas que apresentem dois ou mais fatores de risco: criança institucionalizada, irmão em idade escolar, poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças neuromusculares graves.
Dose 15 mg/kg de peso,em cinco doses mensais consecutivas, aplicadas por via intramuscular.
Vacina pneumocócica 10 (conjugada):
Iniciar o mais precocemente possível (aos dois meses). Respeitando a idade cronológica. Bebês pré-termos e de baixo peso apresentam maior incidência de doença pneumocócica invasiva, cujo risco aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento.
Três doses: aos dois, quatro e seis meses e um reforço aos
15 meses.
Vacina Influenza (gripe):
Respeitando a idade cronológica. Duas doses a partir dos seis meses com intervalo de 30 dias entre elas.
Vacina Poliomielite :)
Utilizar somente vacina inativada (injetável) em recém-nascidos internados na unidade neonatal.
Vacina oral rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada):
Por se tratar de vacina de vírus vivos atenuados, a imunização contra o rotavírus só deve ser realizada após a alta hospitalar, respeitando-se a idade limite para administração da primeira dose. Primeira dose: 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias. Segunda dose: 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias.
vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada):
Preferencialmente utilizar vacinas acelulares. A utilização de vacinas acelulares reduz o risco de apneias e episódios convulsivos pós-aplicação da vacina tríplice bacteriana.
Vacina meningocócica C (conjugada):
Respeitar idade cronológica
Vacinas MMR e Febre Amarela:
Respeitar a idade cronológica
Bibliografia:
http://www.sbim.org.br/sbim_calendarios2010_prematuro.pdf
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Ficará para sempre (uma homenagem ao dia das mães)
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
As dores do crescimento
São dores nas pernas que ocorrem entre os 5 e 13 anos e idade , de forma recidivante, e desaparecem com o tempo, sem sequelas.
Apesar do nome "dor do crescimento" não há nenhuma comprovação cientifica que crescer seja doloroso.O processo de crescimento é lento e fisiologicamente imperceptível.
Como são essas dores?
As "dores do crescimento"ocorrem nos membros inferiores ,difusa e bilateralmente. Locais mais frequentes:Face anterior das coxas,panturrilhas,calcanhares e face anterior da perna( canela). Sempre poupa articulações.Não apresenta vermelhidão,perda da função nem edema.
Como acontecem?
Ocorrem no final do dia ou a noite.Duram de 10 a 45 minutos.A queixa mais comum é da criança que vai dormir bem e acorda no início da madrugada ,chorando de dor intensa nos membros inferiores,de localização vaga e chorando pela presença da mãe. Depois de massagem ou calor local ,a crinça volta a dormir e acorda como se nada tivesse acontecido. Os episódios chegam a 3 a 4 por mês.
Por que acontecem?
A causa é desconhecida.
Acredita-se na associação com fadiga muscular, atividade física vigorosa durante o dia ,pequenos traumas que as crianças nem percebem,com consequente dor muscular a noite, quando cai a temperatura corporal.
Como diagnosticar?
O diagnóstico é de exclusão e , como tudo em medicina , uma boa história clínica e um bom observador já descartam vários diagnósticos ,sem necessidade de exames.Mas é importante entrar em contato com seu pediatra e relatar o que e como vem ocorrendo.
Tratamento:
Além do calor local e a massagem da mamãe, tão oportuna,pode-se fazer uso de analgésico oral no caso de dor muito intensa
Bibliografia:
Silva,Yerkes Pereira C. "Dor em Pediatria"Rio de Janeiro.G.Koogan,2006.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Dica interessante!
Encontrei hoje num site de cuidados.Acho que pode ser um momento bem gostoso para a mae e o bebe.
Você precisa de
essência de camomilaPassos
antes do banho, pingar algumas gotas da essência em suas mãos e massagear o peito e as costas de seu bebê, depois pingar 3 gotas na água do banho e depois do banho, já trocado e alimentado, passe um pouquinho da essência na testa do bebê ( entre os olhos ), a seguir coloque-o para dormir e vai perceber o efeito calmante durante o sono.Importante
vale lembrar que o momento do banho deve ser prazeroso para a mãe e o bebê, e a massagem antes do banho deve ser feita em lugar tranquilo e sem correntes de ar, pois a camomila esquenta...Também é importante a massagem, pois são as mãos da mamãe que passam fluidos calmantes para o bebê, a camomila apenas auxilia. Aproveite este momento para conversar com seu bebê, cantar também é uma boa pedida e depois é só curtir a calma do seu baby...
Um momento para pensar.....
Poema enjoadinho
Filhos . . . Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete . . .
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los . . .
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Filhos . . . Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete . . .
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los . . .
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Vinícius de Moraes
Primeira dentição.
Quando nascem os primeiros dentes de leite?
A criança possui 20 dentes de leite. O aparecimento dos primeiros dentes de leite começa por volta do sexto mês, podendo antecipar ou retardar em alguns casos. Geralmente a dentição do bebê completa-se entre o segundo e terceiro ano de vida.
O "nascimento"dos dentes é uma ocorrência natural, portanto não provoca dor, nem sangramento. Normalmente a erupção dos dentes de leite está associada a certas manifestações locais e sistêmicas. São comuns os relatos de aumento da salivação, irritação geral do paciente e sono agitado, episódio de febre,coriza,diarréia e coceiragengival.
O que fazer?
Mordedores com gel (aqueles que deixamos na freezer) ajudam bastante pois fazem uma certa anestesia com o gelo.
Gel homeopático para anestesiar .
Pomadinhas com anestésico quando o bebe ficar muito irritado
Paciência, muita paciência....Será mais uma etapa difícil que seu filho precisara passar para crescer.
Quando devo iniciar a higienização da boca do bebê?
A higiene da boca do bebê deve ser realizada antes mesmo da erupção dos primeiros dentinhos, este motivo é pela preocupação de higienizar os dentes e a cavidade bucal do bebê, e também habituar pais e filhos a esta rotineira assistência que favorecerá o estabelecimento de hábitos de higiene em saúde bucal direcionada aos pais que irá gerar a prevenção nos filhos.
Durante o primeiro ano de vida, tais hábitos ainda não estão definidos e caberá aos pais a tarefa de estabelece-los. Para tanto pode ser usada uma dedeira feita de gaze ou fralda embebida em água fervida ou filtrada que deve ser esfregada delicadamente na gengiva. Após a erupção dos primeiros dentinhos, deve ser utilizada escova com cabeça pequena, macia, principalmente após as refeições.Nesse momento pode-se ,tambem,fazer uso do creme dental, sem fluor, para tornar a escovacao mais prazerosa.
Percinoto C, Cunha RF, Odontologia para Bebês. Noções para a prática clínica.In Odontopediatria. Bases Científicas para a Prática Clínica. Assed Sada. Artes Médicas, São Paulo, 2005.787-811.
O sono do bebê

Os recém-nascidos dormem bastante chegando a dormir 22 horas por dia.Os intervalos são,em media, de 3 a 4 horas ,quando acordam para mamar. Nos primeiros meses o bebê irá adormecer e acordar durante o dia e a noite.
Durante as primeiras semanas, sempre que o bebê acordar deverá ser logo atendido .Não demore muito pois o que ele mais precisa é se sentir seguro. Mais tarde, quando tiver cerca de 2 a 4 meses poderá aguardar um pouco e tentar deixar com que ele se acalme sozinho.
Um recém-nascido pode acordar por inúmeros motivos mas é essencialmente devido ao fato de sentir fome ou sentir a fralda suja. Com o passar do tempo você ira a conhecer o seu bebê, e com este conhecimento saberá instintivamente qual a reposta acertada ao choro dele. Porém, note que uma mudança muito acentuada no padrão do sono do bebê poderá ser um alerta para uma possível doença ou mesmo dores relacionadas ao nascimento dos primeiros dentinhos.
Mas ,como saber se é sono?
Muitos bebês ficam rabugentos, outros esfregam os olhos, outros choram até adormecerem, outros mexem muito nas orelhas e por vezes ficam mesmo com um olhar apático. Logo que sentir que o bebê dê sinais de sono procure um lugar tranquilo e faca-o dormir.
Como deve ser o quarto do bebe?
O local onde o bebê dorme também não deverá ser um local nem muito quente, nem muito frio, deverá ter uma temperatura entre os 18 e os 21°C.
Qual a posição correta?
A recomendação das Sociedades Americana e Brasileira de pediatria , além da OMS, é que o bebe seja colocado de barriga para cima.Evite deixar mantas e brinquedos muito próximo ao bebe para que ele não puxe durante movimentos no sono e corra o risco de asfixia enrolado neles.
O colchão deve ser firme.
Ajude-o a regular os padrões de sono
Apesar de nas primeiras semanas de vida o bebê recém-nascido ser muito imprevisível, poderá começar a ajudá-lo a perceber que durante o dia é tempo de estar ativo e durante a noite é tempo de dormir. Para isso, quando obebê dormir durante o dia mantenha a iluminação e os sons a um nível normal, em oposição ao sono da noite. De dia, depois de mudar a fralda ou de o amamentar estimule-o, conversando com ele de forma suave mas expressiva, movimente-lhe as mãos e as pernas e mostre-lhe brinquedos mantendo-o entretido. À noite, faça o oposto, desligue as luzes, alimente-o e mude-lhe a fralda de forma muito calma e suave e limite as suas interações apenas pegando nele de forma muito calma.Logo irá perceber que os períodos maiores de sono dobebê começam a ocorrer à noite.O importante é lembrar que cada um cada um e , as vezes o bebe necessita de outras reomendacoes para o padrão de sono diurno.
Tente estabelecer rotinas, pois os bebês adoram rotinas e sentem-se muito confortados por elas. Por exemplo:um banho morno sempre antes de ele ir dormir. Uma massagem suave poderá ser uma ótima forma de relaxar obebê e prepará-lo para uma noite de sono.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Vacina H1N1 retirado do site da Sociedade de Pediatra
Sociedade Brasileira de Pediatria – Depto Infectologia
Sociedade Brasileira de Imunização
Sociedade Brasileira de Imunização
A vacinação da população contra o vírus influenza A (H1N1) pandêmico 2009 no Hemisfério Sul iniciou-se este ano. Até o presente momento não houve identificação de variação antigênica substancial no novo vírus A H1N1 desde que ele começou a circular, em Abril de 2009. Desta maneira a expectativa é que haja coincidência entre a cepa circulante e a cepa contemplada na vacina.
Algumas perguntas e respostas em relação à vacinação para Influenza em 2010
1 Quais são as vacinas para Influenza presentes atualmente?
As vacinas contra influenza este ano podem ser encontradas em várias apresentações: Vacina monovalente contendo apenas a cepaA/Califórnia/7/2009(H1N1), Vacina bivalente contendo as cepas A (H3N2) e B e vacina trivalente que contém as três variantes do vírus. No sistema publico existe a vacina monovalente para o vírus A/Califórnia 2009 H1N1 que está reservada para a população considerada de maior risco para infecção por este vírus que são trabalhadores de saúde, população indígena aldeada, crianças com idade entre seis meses e menores de dois anos (um ano 11 meses e 29 dias), pessoas portadoras de doenças crônicas conforme listagem definida pelo Ministério da Saúde), adultos com idade de 20 a 39 anos, adultos com 60 anos ou mais, portadoras de doenças crônicas. A vacina bivalente Sazonal (H3N2 e B) foi reservada no sistema público para todos os adultos com mais de 60 anos. A vacina trivalente que combina o vírus A/Califórnia 2009 H1N1 com os da Influenza Sazonal está presente somente no sistema privado.
2 Por que a gripe (Influenza) deve ser levada a sério?
A Influenza não deve ser julgada como "só uma gripe." É uma doença grave e, embora a maioria dos casos seja leve, alguns deles podem ser fatais.
3 Porque alguns grupos foram priorizados na vacinação do governo?
Pelo fato de não ser possível a aquisição de número suficiente de vacinas para imunizar toda a população, o Ministério da Saúde, assessorado por especialistas de diversas áreas, selecionou os grupos de maior risco para serem vacinados, baseado em dados da doença em 2009 no Brasil e no mundo.
4 Quantas doses da vacina são necessárias?
Os estudos demonstram que o uso de uma dose da vacina contra o vírus da gripe A H1N1 2009 para pessoas acima de 9 anos de idade induz a produção de níveis de anticorpos adequados. Para as crianças com idade entre 6 meses a 8 anos, são recomendadas duas doses da vacina, que devem ser aplicadas com um intervalo de no mínimo 3 semanas. Crianças menores de 6 meses de idade são jovens demais para receber qualquer vacina contra a gripe e não devem ser vacinadas.
5 Por que crianças precisam de duas doses da dose da vacina H1N1 2009?
A recomendação para que as crianças menores de 9 anos recebam 2 doses da vacina A H1N1 de 2009 foi baseado em estudos de resposta imune à vacina através da medida de níveis de anticorpos no sangue. Depois de 1 dose de vacina, lactentes e crianças jovens apresentam níveis insuficientes de anticorpos. Como esta linhagem viral é diferente dos vírus circulantes nos anos anteriores as crianças menores de 9 anos devem receber 2 doses, independentemente de já terem sido vacinadas previamente com a vacina da gripe sazonal
6 Qual é o intervalo recomendado entre a primeira e a segunda dose para crianças de 6 meses a 9 anos de idade?
O CDC recomenda que as duas doses da vacina contra o vírus da gripe 2009 H1N1 devem ser separados por 4 semanas. Entretanto, com intervalo entre as doses de pelo menos 21 dias, a segunda dose é considerada válida.
7 Quem é alérgico a ovo pode receber a vacina contra o vírus da gripe 2009 H1N1?
Somente os indivíduos com reação anafilática ao ovo não devem receber a vacina contra o influenza.
8 Pessoas que receberam uma dose da vacina para o vírus A Califórnia 2009 H1N1 podem se vacinar contra o Influenza Sazonal?
Sim, podem se vacinar contra os três vírus, ou recebendo as duas vacinas ou recebendo vacina trivalente (presente somente no sistema privado). Caso tenha recebido uma dose da vacina contra o vírus A Califórnia 2009 H1N1 o paciente pode receber uma segunda dose na formulação trivalente.
9 No caso de crianças entre 6 meses e 9 anos que receberam uma dose da vacina para o vírus A Califórnia 2009 H1N1 e necessitam se vacinar para a Influenza Sazonal, como proceder?
Para crianças com idade entre 6 meses a 9 anos, são recomendadas duas doses da vacina contra o vírus A Califórnia 2009 H1N1 com um intervalo mínimo de 3 semanas.
Caso a criança tenha recebido uma dose da vacina monovalente para o vírus Califórnia 2009 H1N1 e receba uma dose da vacina trivalente no sistema privado esta criança será considerada adequadamente imunizada para o vírus Califórnia 2009 H1N1. Crianças entre 6 meses e 9 anos que receberam 2 doses da vacina A Califórnia 2009 H1N1 podem receber mais duas doses da vacina trivalente.
As vacinas contra influenza este ano podem ser encontradas em várias apresentações: Vacina monovalente contendo apenas a cepaA/Califórnia/7/2009(H1N1), Vacina bivalente contendo as cepas A (H3N2) e B e vacina trivalente que contém as três variantes do vírus. No sistema publico existe a vacina monovalente para o vírus A/Califórnia 2009 H1N1 que está reservada para a população considerada de maior risco para infecção por este vírus que são trabalhadores de saúde, população indígena aldeada, crianças com idade entre seis meses e menores de dois anos (um ano 11 meses e 29 dias), pessoas portadoras de doenças crônicas conforme listagem definida pelo Ministério da Saúde), adultos com idade de 20 a 39 anos, adultos com 60 anos ou mais, portadoras de doenças crônicas. A vacina bivalente Sazonal (H3N2 e B) foi reservada no sistema público para todos os adultos com mais de 60 anos. A vacina trivalente que combina o vírus A/Califórnia 2009 H1N1 com os da Influenza Sazonal está presente somente no sistema privado.
2 Por que a gripe (Influenza) deve ser levada a sério?
A Influenza não deve ser julgada como "só uma gripe." É uma doença grave e, embora a maioria dos casos seja leve, alguns deles podem ser fatais.
3 Porque alguns grupos foram priorizados na vacinação do governo?
Pelo fato de não ser possível a aquisição de número suficiente de vacinas para imunizar toda a população, o Ministério da Saúde, assessorado por especialistas de diversas áreas, selecionou os grupos de maior risco para serem vacinados, baseado em dados da doença em 2009 no Brasil e no mundo.
4 Quantas doses da vacina são necessárias?
Os estudos demonstram que o uso de uma dose da vacina contra o vírus da gripe A H1N1 2009 para pessoas acima de 9 anos de idade induz a produção de níveis de anticorpos adequados. Para as crianças com idade entre 6 meses a 8 anos, são recomendadas duas doses da vacina, que devem ser aplicadas com um intervalo de no mínimo 3 semanas. Crianças menores de 6 meses de idade são jovens demais para receber qualquer vacina contra a gripe e não devem ser vacinadas.
5 Por que crianças precisam de duas doses da dose da vacina H1N1 2009?
A recomendação para que as crianças menores de 9 anos recebam 2 doses da vacina A H1N1 de 2009 foi baseado em estudos de resposta imune à vacina através da medida de níveis de anticorpos no sangue. Depois de 1 dose de vacina, lactentes e crianças jovens apresentam níveis insuficientes de anticorpos. Como esta linhagem viral é diferente dos vírus circulantes nos anos anteriores as crianças menores de 9 anos devem receber 2 doses, independentemente de já terem sido vacinadas previamente com a vacina da gripe sazonal
6 Qual é o intervalo recomendado entre a primeira e a segunda dose para crianças de 6 meses a 9 anos de idade?
O CDC recomenda que as duas doses da vacina contra o vírus da gripe 2009 H1N1 devem ser separados por 4 semanas. Entretanto, com intervalo entre as doses de pelo menos 21 dias, a segunda dose é considerada válida.
7 Quem é alérgico a ovo pode receber a vacina contra o vírus da gripe 2009 H1N1?
Somente os indivíduos com reação anafilática ao ovo não devem receber a vacina contra o influenza.
8 Pessoas que receberam uma dose da vacina para o vírus A Califórnia 2009 H1N1 podem se vacinar contra o Influenza Sazonal?
Sim, podem se vacinar contra os três vírus, ou recebendo as duas vacinas ou recebendo vacina trivalente (presente somente no sistema privado). Caso tenha recebido uma dose da vacina contra o vírus A Califórnia 2009 H1N1 o paciente pode receber uma segunda dose na formulação trivalente.
9 No caso de crianças entre 6 meses e 9 anos que receberam uma dose da vacina para o vírus A Califórnia 2009 H1N1 e necessitam se vacinar para a Influenza Sazonal, como proceder?
Para crianças com idade entre 6 meses a 9 anos, são recomendadas duas doses da vacina contra o vírus A Califórnia 2009 H1N1 com um intervalo mínimo de 3 semanas.
Caso a criança tenha recebido uma dose da vacina monovalente para o vírus Califórnia 2009 H1N1 e receba uma dose da vacina trivalente no sistema privado esta criança será considerada adequadamente imunizada para o vírus Califórnia 2009 H1N1. Crianças entre 6 meses e 9 anos que receberam 2 doses da vacina A Califórnia 2009 H1N1 podem receber mais duas doses da vacina trivalente.
10 Esta criança estará adequadamente imunizada para os vírus sazonais?
Caso esta criança tenha recebido anteriormente vacina contra a gripe ela estará imunizada adequadamente para as cepas sazonais com apenas mais uma dose. Caso a criança não tenha sido vacinada em anos anteriores contra a gripe, idealmente ela deverá receber duas doses da vacina Sazonal bivalente ou da vacina trivalente.Entretanto, devido ao caráter único da imunização deste ano, ao predomínio da cepa influenza H1N1 e às dificuldades para administrar grande número de vacinas injetáveis em crianças pequenas, consideramos prioritária a vacinação contra a cepa Califórnia 2009 H1N1, e portanto pode ser aceitavel um esquema com somente uma dose das cepas sazonais desde que recebam pelo menos duas doses da Influnza California H1N!
11 Em Crianças Imunodeprimidas o procedimento é o mesmo?
Em crianças imunodeprimidas, enfatiza-se a importância de que recebam as duas doses adicionais da vacina Trivalente ou da vacina Sazonal bivalente.
12 Se o Paciente refere Influenza no ano anterior ele deve ser vacinado?
Os sintomas da influenza (doença como gripe) são similares aos causados por muitos outros vírus. Para fins de imunização considera-se previamente infectados e portanto, sem necessidade de se imunizar, apenas os pacientes que apresentaram infecção pelo vírus A Califórnia 2009 H1N1 confirmados laboratorialmente.
13 Existem diferenças entre vacinas com e sem Adjuvantes?
Adjuvantes são substancias que amplificam o poder imunizante das vacinas fazendo com que se necessite uma quantidade menor de antígenos para imunização.
14 Existem outras maneiras de impedir a propagação da doença?
As ações cotidianas de proteção são de grande importância;
· Cubra o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue o lenço no lixo depois de usá-lo.
· Lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Se o sabão e a água não estiverem disponíveis, use álcool gel.
· Evite tocar seus olhos, nariz ou boca, os vírus podem se propagar desta maneira.
Se estiver doente, evite freqüentar ambientes fechados e aglomerações, além de evitar contato especialmente com crianças e portadores de doenças crônicas.
15 Grávidas podem ser imunizadas?
Gestantes constituem grupo de maior risco para doença grave, hospitalização e morte pelo influenza. A vacinação deverá ser feita em qualquer período da gestação, com o intuito de proteger a grávida, e através da passagem transplacentária de anticorpos, proteger o recém nascido nos primeiros seis meses de vida.
Grávidas que receberam a vacina monovalente contra o H1N1 podem receber a vacina trivalente se desejarem obter proteção contra as cepas sazonais A(H3N2) e B.
16 Adolescentes e adultos devem receber quantas doses?
Crianças acima de 9 anos, adolescentes e adultos devem receber uma dose da vacina contra o influenza, independente de ter recebido a vacina previamente em outros anos. A vacina monovalente A H1N1 e a vacina com as cepas sazonais (a bivalente ou a trivalente) poderão ser administradas no mesmo dia ou qualquer intervalo entre elas é aceitável.
Tabela I
Vacinação para Influenza para criança entre 6 meses e 9 anos de idade
Caso esta criança tenha recebido anteriormente vacina contra a gripe ela estará imunizada adequadamente para as cepas sazonais com apenas mais uma dose. Caso a criança não tenha sido vacinada em anos anteriores contra a gripe, idealmente ela deverá receber duas doses da vacina Sazonal bivalente ou da vacina trivalente.Entretanto, devido ao caráter único da imunização deste ano, ao predomínio da cepa influenza H1N1 e às dificuldades para administrar grande número de vacinas injetáveis em crianças pequenas, consideramos prioritária a vacinação contra a cepa Califórnia 2009 H1N1, e portanto pode ser aceitavel um esquema com somente uma dose das cepas sazonais desde que recebam pelo menos duas doses da Influnza California H1N!
11 Em Crianças Imunodeprimidas o procedimento é o mesmo?
Em crianças imunodeprimidas, enfatiza-se a importância de que recebam as duas doses adicionais da vacina Trivalente ou da vacina Sazonal bivalente.
12 Se o Paciente refere Influenza no ano anterior ele deve ser vacinado?
Os sintomas da influenza (doença como gripe) são similares aos causados por muitos outros vírus. Para fins de imunização considera-se previamente infectados e portanto, sem necessidade de se imunizar, apenas os pacientes que apresentaram infecção pelo vírus A Califórnia 2009 H1N1 confirmados laboratorialmente.
13 Existem diferenças entre vacinas com e sem Adjuvantes?
Adjuvantes são substancias que amplificam o poder imunizante das vacinas fazendo com que se necessite uma quantidade menor de antígenos para imunização.
14 Existem outras maneiras de impedir a propagação da doença?
As ações cotidianas de proteção são de grande importância;
· Cubra o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue o lenço no lixo depois de usá-lo.
· Lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Se o sabão e a água não estiverem disponíveis, use álcool gel.
· Evite tocar seus olhos, nariz ou boca, os vírus podem se propagar desta maneira.
Se estiver doente, evite freqüentar ambientes fechados e aglomerações, além de evitar contato especialmente com crianças e portadores de doenças crônicas.
15 Grávidas podem ser imunizadas?
Gestantes constituem grupo de maior risco para doença grave, hospitalização e morte pelo influenza. A vacinação deverá ser feita em qualquer período da gestação, com o intuito de proteger a grávida, e através da passagem transplacentária de anticorpos, proteger o recém nascido nos primeiros seis meses de vida.
Grávidas que receberam a vacina monovalente contra o H1N1 podem receber a vacina trivalente se desejarem obter proteção contra as cepas sazonais A(H3N2) e B.
16 Adolescentes e adultos devem receber quantas doses?
Crianças acima de 9 anos, adolescentes e adultos devem receber uma dose da vacina contra o influenza, independente de ter recebido a vacina previamente em outros anos. A vacina monovalente A H1N1 e a vacina com as cepas sazonais (a bivalente ou a trivalente) poderão ser administradas no mesmo dia ou qualquer intervalo entre elas é aceitável.
Tabela I
Vacinação para Influenza para criança entre 6 meses e 9 anos de idade
Situação | Vacina Sazonal anteriormente | Recomendação | Proteção esperada |
Não recebeu vacina monovalente H1N1 | Sim | 2 doses da Trivalente | Adequada para os vírus pandêmico e sazonais |
Não | |||
1 dose da vacina monovalente H1N1 | Sim | 1 dose da Trivalente | Adequada para os vírus pandêmico e sazonais |
Não | 2 doses da Trivalente | Adequada para os vírus pandêmico e sazonais | |
2 doses da vacina monovalente H1N1 | Sim | 1 dose da Trivalente | Adequada para os vírus pandêmico e sazonais |
Não | 2 doses da Trivalente | Adequada para os vírus pandêmico e sazonais |
domingo, 4 de julho de 2010
Qual é o significado do choro do seu bebê?
O desespero e a angústia passam a conviver com voce a partir do momento que chega da maternidade e descobre que chorar é o que seu pequeno mais sabe fazer. As dúvidas aparecem: o que ele tem? O que eu faço? Por que não pára de chorar?
Os primeiros dias são difíceis, você e o seu bebê estão se conhecendo. Mas a convivência fará você descobrir que o bebê chora de diferentes jeitos, que cada choro tem o seu significado e qual a maneira de satisfazer suas necessidades.
A primeira forma de comunicação do bebê com o mundo é o choro. É a forma mais poderosa e eficaz de conseguir chamar a atenção dos outros para o que está sentindo. O bebê chora não somente porque está com fome ou dor, chora para demonstrar que algo o incomoda.
Decifrar o choro do bebê é um desafio que mistura intuição, conhecimento e muita percepção da mamãe. Tranqüilidade é essencial. Se a mãe ficar desesperada com o choro, o bebê sentirá isso e ficará mais tenso.
Muitas vezes uma atitude tranqüilizadora como pegá-lo no colo ou conversar acalmará o bebê que pode simplesmente querer sentir-se protegido e amado.
Tenha em mente que cada bebê reage de um jeito. Não é porque o filho da sua amiga chora de forma estridente quando está com fome que seu filho necessariamente chorará da mesma forma.
Quando o choro começar, a mamãe deve pensar em quais são as necessidades do seu bebê. Fome, cólica, estar sujo ou molhado, roupa desconfortável, sono, cansaço, frio ou calor e excesso de estímulo normalmente são as opções mais prováveis do choro.
Se todos os aspectos físicos foram verificados, desconforto emocional como falta de atenção e insegurança podem ser os motivos.
Existem dicas para traduzir os tipos de choro. Lembre-se: as crianças não são iguais, portanto, o choro varia de um para o outro.
Fome: gemidos semelhantes a um apelo que não cessam com carinhos somente quando estiver satisfeito.
Dor: grito agudo seguido de um pequeno intervalo.
Fralda suja ou roupa desconfortável: choro fraquinho e estridente.
Cólica: choro agudo e intenso, normalmente leva a criança a esticar e encolher as perninhas, tremer o queixo e fazer cara de dor.
Frio ou calor: é um choro copioso de desconforto.
Excesso de estímulo ou irritação: é um choro meloso que ocorre ao fim de um dia movimentado.
Sono: criança agitada e com choro nervoso.
Emocional: choro geralmente é acompanhado de soluços, como se o pequeno estivesse meio "engasgado" de raiva ou brabeza.
Elimine cada opção até chegar em uma que acalme seu bebê. Se o choro persistir, o bebê pode estar com febre ou com alguma dor. Não ofereça remédios sem orientação médica. Procure o pediatra do seu filho e com ele descubra o que o pequeno tem.
Fonte:Blog Guia do Bebe
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Afecções Dermatológicas Frequentes
Caracteristicas normais da pele do Recém- nascido (RN):
O RN ao nascer tem o corpo recoberto por vérnix-induto composto por agua ,sebo, restos cutâneos e estrogênio e tem função protetora da pele do bebe intrautero.Ao ser eliminado vê-se uma pele eritematosa (avermelhada) e substituído no segundo ou terceiro dia de vida por fina descamação que perdura ate a terceira semana.
A pele do RN é fina,suave , macia ,lisa e aveludada.
Todas as camadas da pele tem espessura diminuída .
Os cabelos são finos e apresentam uma fina penugem( lanugo) que recobre o corpo ,sendo mais visível no rostinho ,ombros e costas.
Há uma perda difusa de cabelo que se inicia nos primeiros dias e se completa até os 3 meses.
Os anexos cutâneos são imaturos, as glândulas sudoriparas são imaturas em forma e função ate os 5 meses.
Manifestacoes cutâneas consideradas normais:
Edema-Nas extremidades e genitais
Desidratação- por isso se da perda de ate 10% do peso ate o quarto dia de vida.A pele fica enrugada.
Acrocianose (roxinho nas extremidades)- mãos, lábios podem ficar levemente roxinhos durante o choro ,amamentação e ao resfriar.
Cutis marmorata-pele fica rendilhada quando a pele é resfriada e some com o aquecimento.
Ictericia : amarelinho da pele já descrito
Mancha Salmão, Sinal do bico da cegonha ( hemangioma plano) - manchas rosas localizadas na região cervical,occipital (nuca),testa,pálpebras superiores e na região naso-labial.Desaparecem ate o final do primeiro ano de vida
Dermatoses transitórias:
Devido aos hormônios maternos- aumento das mamas e pigmentação na linha média da barriguinha , aréola e escroto.
Milium (cisto epidérmico)- pontinhos amarelados na fronte,narina e queixo.Podem persistir até o terceiro mês de vida.
Pérolas de Epstein- lesões amarelinhas no céu da boca ( palato)
Acne neonatal- frequentes no queixo e bochechas, mais frequentes em meninos.
Miliaria- brotoeja , devido a imaturidade das glândulas sudoriparas.
Mancha mongólica - manchas de 10cm ou mais cinza azuladas localizada no bumbum ,as vezes nos ombros e nádegas.Desaparecem durante a infância.Rara na raça branca e encontrado em 90% da raça negra ,índios e orientais.
Eritema tóxico- manchas vermelhas com centro branco que parece pus.Presente no tronco e nádegas, poupa palma das mãos e plantas dos pés.Não há necessidade de tratamento.
Melanose pustulosa transitória- vesículas com conteúdo purulento ,estéril , presente ao nascimento ,mais comum na raça negra e desaparece espontâneamente.Rompem-se em 24h e desaparecem em algumas semanas.
Bolhas de sucção- lábio, antebraço, polegar e indicador. Devido a sucção ,intrautero ,pelo feto.
Hemorragia subconjuntival- frequente no parto espontâneo
Mascara cianótica- rostinho fica cianótico (roxo) pela compressão ao nascer e pode durar uma semana.
Caput succedaneum- edema do couro cabeludo visto quando a cabeça fica muito tempo no canal de parto.
Cefaloematoma- hematoma abaixo do periósteo( camada mais superficial do osso) em consequência do parto .A maioria é reabsorvida nos primeiros meses,alguns calcificam e demoram mais tempo para desaparecer.Podem complicar com infecção local e /ou icterícia.
Fonte:Perinatologia Fundamentos e pratica:Segre, Conceição 2 edicao 2009
O RN ao nascer tem o corpo recoberto por vérnix-induto composto por agua ,sebo, restos cutâneos e estrogênio e tem função protetora da pele do bebe intrautero.Ao ser eliminado vê-se uma pele eritematosa (avermelhada) e substituído no segundo ou terceiro dia de vida por fina descamação que perdura ate a terceira semana.
A pele do RN é fina,suave , macia ,lisa e aveludada.
Todas as camadas da pele tem espessura diminuída .
Os cabelos são finos e apresentam uma fina penugem( lanugo) que recobre o corpo ,sendo mais visível no rostinho ,ombros e costas.
Há uma perda difusa de cabelo que se inicia nos primeiros dias e se completa até os 3 meses.
Os anexos cutâneos são imaturos, as glândulas sudoriparas são imaturas em forma e função ate os 5 meses.
Manifestacoes cutâneas consideradas normais:
Edema-Nas extremidades e genitais
Desidratação- por isso se da perda de ate 10% do peso ate o quarto dia de vida.A pele fica enrugada.
Acrocianose (roxinho nas extremidades)- mãos, lábios podem ficar levemente roxinhos durante o choro ,amamentação e ao resfriar.
Cutis marmorata-pele fica rendilhada quando a pele é resfriada e some com o aquecimento.
Ictericia : amarelinho da pele já descrito
Mancha Salmão, Sinal do bico da cegonha ( hemangioma plano) - manchas rosas localizadas na região cervical,occipital (nuca),testa,pálpebras superiores e na região naso-labial.Desaparecem ate o final do primeiro ano de vida
Dermatoses transitórias:
Devido aos hormônios maternos- aumento das mamas e pigmentação na linha média da barriguinha , aréola e escroto.
Milium (cisto epidérmico)- pontinhos amarelados na fronte,narina e queixo.Podem persistir até o terceiro mês de vida.
Pérolas de Epstein- lesões amarelinhas no céu da boca ( palato)
Acne neonatal- frequentes no queixo e bochechas, mais frequentes em meninos.
Miliaria- brotoeja , devido a imaturidade das glândulas sudoriparas.
Mancha mongólica - manchas de 10cm ou mais cinza azuladas localizada no bumbum ,as vezes nos ombros e nádegas.Desaparecem durante a infância.Rara na raça branca e encontrado em 90% da raça negra ,índios e orientais.
Eritema tóxico- manchas vermelhas com centro branco que parece pus.Presente no tronco e nádegas, poupa palma das mãos e plantas dos pés.Não há necessidade de tratamento.
Melanose pustulosa transitória- vesículas com conteúdo purulento ,estéril , presente ao nascimento ,mais comum na raça negra e desaparece espontâneamente.Rompem-se em 24h e desaparecem em algumas semanas.
Bolhas de sucção- lábio, antebraço, polegar e indicador. Devido a sucção ,intrautero ,pelo feto.
Hemorragia subconjuntival- frequente no parto espontâneo
Mascara cianótica- rostinho fica cianótico (roxo) pela compressão ao nascer e pode durar uma semana.
Caput succedaneum- edema do couro cabeludo visto quando a cabeça fica muito tempo no canal de parto.
Cefaloematoma- hematoma abaixo do periósteo( camada mais superficial do osso) em consequência do parto .A maioria é reabsorvida nos primeiros meses,alguns calcificam e demoram mais tempo para desaparecer.Podem complicar com infecção local e /ou icterícia.
Fonte:Perinatologia Fundamentos e pratica:Segre, Conceição 2 edicao 2009
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